Na cozinha profissional ou caseira, precisão é tudo. Um prato pode ser arruinado por alguns poucos graus de diferença na temperatura de cocção. E é justamente nesse ponto que o termômetro entra em cena. Hoje em dia, além dos modelos tradicionais de espeto ou digitais de contato, o termômetro infravermelho vem conquistando espaço em cozinhas de restaurantes, padarias e até entre entusiastas da gastronomia. Mas afinal: será que ele é realmente bom para cozinhar?
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Como funciona o termômetro infravermelho?
O termômetro infravermelho mede a temperatura da superfície de um alimento ou equipamento sem precisar tocá-lo. Ele funciona detectando a radiação infravermelha emitida pelos objetos. Quanto mais quente está a superfície, maior a radiação captada pelo sensor.
Isso significa que, com apenas um “tiro de laser”, você pode verificar a temperatura de uma chapa, frigideira, forno de pizza ou até mesmo do óleo em uma fritura. Esse processo é rápido, prático e totalmente higiênico, já que não existe contato físico com o alimento.
Vantagens do uso na cozinha
Apesar de não substituir todos os outros tipos de termômetros, o modelo infravermelho apresenta vantagens significativas:
- Rapidez e praticidade – a medição é instantânea, ideal em ambientes de alta demanda como restaurantes.
- Higiene – como não há contato com o alimento, evita-se o risco de contaminação cruzada.
- Segurança – ao medir óleo quente ou superfícies de ferro fundido, o cozinheiro não precisa se aproximar do calor extremo.
- Controle de equipamentos – permite verificar a temperatura de chapas, grelhas, fornos e até de câmaras frias sem abrir portas ou tocar diretamente.
- Versatilidade – pode ser usado tanto em cocções quentes quanto no monitoramento de temperaturas baixas (como geladeiras e freezers).
Esses pontos tornam o infravermelho um grande aliado principalmente em operações de grande fluxo, onde tempo e padronização são fundamentais.
Limitações do uso em alimentos
Apesar das vantagens, é preciso deixar claro: o termômetro infravermelho não mede a temperatura interna dos alimentos. Ele se limita à superfície.
Isso pode ser um problema quando falamos de carnes, aves e preparos que exigem um ponto de cocção seguro. Por exemplo: medir a superfície de um filé não garante que o centro tenha atingido 63 °C, temperatura mínima recomendada para consumo seguro de carnes bovinas.
Ou seja, se a ideia for controlar a cocção interna de carnes, peixes ou pães, o ideal continua sendo o termômetro de espeto ou o digital com sonda.
Quando o termômetro é realmente útil?
O termômetro infravermelho pode ser um verdadeiro “atalho” em muitas situações da cozinha. Veja alguns exemplos:
- Chapear hambúrgueres: verificar se a chapa está na temperatura ideal antes de colocar os discos de carne.
- Pizzarias e padarias: medir a temperatura do forno de lastro ou da pedra refratária antes de assar massas.
- Churrasco: saber a temperatura da grelha ou da brasa para planejar a altura e o tempo de cocção.
- Confeitaria: monitorar o ponto de derretimento do chocolate em banho-maria sem precisar mergulhar o termômetro.
- Frituras: checar se o óleo está quente o suficiente sem risco de queimaduras.
- Higienização: medir a temperatura da água em processos de sanitização de utensílios.
Em todas essas situações, a precisão da superfície já é suficiente para conduzir a técnica.
Termômetro infravermelho x Termômetro de espeto: qual escolher?
Não existe um modelo “melhor” de forma absoluta, mas sim o mais adequado ao uso.
- Infravermelho: ideal para superfícies, rapidez e higiene.
- Espeto/sonda: insubstituível para medir temperatura interna de carnes, aves, pães e preparos líquidos.
Por isso, o mais recomendado para cozinhas profissionais é ter ambos os modelos. O termômetro infravermelho tem algumas vantagens, pois agiliza a operação e evita erros em equipamentos, mas o de espeto é o que mais garante a segurança alimentar por conseguir medir as temperaturas internas.
Vale a pena investir em um termômetro infravermelho?
Se você é cozinheiro profissional, dono de restaurante ou até mesmo um apaixonado por gastronomia em casa, a resposta é: sim, vale a pena.
Ele não substitui o termômetro tradicional, mas funciona como uma extensão. A economia de tempo, a praticidade e a redução de riscos justificam o investimento, principalmente porque hoje existem modelos acessíveis no mercado.
Para quem trabalha com hamburguerias, pizzarias, padarias artesanais, confeitaria ou cozinhas de grande escala há muitas vantagens, e o termômetro infravermelho se torna praticamente indispensável. Além disso, é um diferencial para manter padrões de qualidade e consistência na operação.
Como usar o termômetro infravermelho na cozinha
Muitos cozinheiros têm dúvidas sobre como usar o termômetro infravermelho corretamente. O processo é simples: basta apontar o sensor para a superfície do alimento ou do equipamento, manter a distância indicada pelo fabricante (geralmente de 5 a 15 cm) e apertar o gatilho. Em segundos, a leitura aparece no visor.
Outro ponto importante sobre como usar o termômetro infravermelho é entender que o laser serve apenas como guia. A área real medida é um círculo maior, e quanto maior a distância, maior será essa área. Por isso, mantenha sempre a mesma distância para resultados consistentes.
Também é essencial saber como usar o termômetro infravermelho em superfícies reflexivas, como óleo quente ou metal polido. Nesses casos, o ideal é medir em ângulo ou em áreas menos brilhantes para evitar distorções. Assim, você garante praticidade e precisão em frituras, carnes, pães e até sobremesas.
Conclusão
O termômetro infravermelho é bom para cozinhar, sim — desde que usado para o que foi projetado: medições rápidas de superfície. Ele garante agilidade, segurança e padronização no dia a dia, mas não deve ser utilizado como única fonte de controle de temperatura em alimentos que exigem segurança microbiológica.
Portanto, o melhor cenário é unir tecnologia e técnica: um termômetro infravermelho para ganhar tempo e monitorar equipamentos, e um termômetro de espeto para confirmar o ponto interno dos alimentos.
Afinal de contas, a cozinha profissional é feita de detalhes, e um simples grau pode ser a diferença entre um prato memorável e um erro grave. Ter as ferramentas certas é a garantia de entregar sempre o melhor resultado.
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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Termômetro Infravermelho
O termômetro infravermelho pode substituir o de espeto?
Na prática, não. Ele mede apenas a superfície, enquanto o de espeto é indispensável para verificar a temperatura interna dos alimentos.
É seguro usar termômetro infravermelho em frituras?
Sim, porque você não precisa se aproximar do óleo quente, o que reduz o risco de acidentes e aumenta a segurança na cozinha.
Posso usar o termômetro infravermelho no forno?
Com certeza. Porque ele ajuda a medir a temperatura da pedra refratária, da chapa ou até do ar interno, sem precisar abrir a porta.
O termômetro infravermelho é preciso?
Em relação à superfície, sim. Entretanto, para alimentos que precisam de controle interno, é necessário usar um termômetro de sonda.
Vale a pena investir em um termômetro infravermelho para casa?
Sim, principalmente se você gosta de cozinhar carnes, pães ou pizzas. Ele traz praticidade e agiliza o preparo de receitas no dia a dia.