A feijoada é um dos pratos mais amados do Brasil. Mas, afinal, ela nasceu nas senzalas ou nos restaurantes? Essa polêmica acompanha o prato há décadas. Hoje vamos esclarecer essa história e, no fim, compartilhar uma receita prática de feijoada fácil para você preparar a sua.
A origem do mito da senzala
Durante muito tempo, se acreditou na história de que os escravos criaram a feijoada. A explicação era simples: eles teriam aproveitado restos de carne rejeitados pelos senhores.
Mas essa teoria não se sustenta. Por um lado, muitos cortes usados na feijoada — como orelha, pé e rabo de porco — eram valorizados e consumidos por todas as classes. Além disso, grande parte dos escravizados africanos não tinha hábito de comer carne suína, por questões culturais e religiosas.
Portanto, a ideia de que o prato nasceu da “sobra” da senzala é mais lenda que realidade.
A influência dos cozidos europeus
A versão mais aceita da história é que a feijoada tenha vindo da adaptação de pratos europeus. Em Portugal, por exemplo, o “cozido” mistura carnes, legumes e grãos em um grande ensopado.
No Brasil, esse costume ganhou ingredientes locais, como o feijão-preto e a farinha de mandioca. O resultado foi um prato rico, saboroso e muito brasileiro.
Assim, a feijoada não nasceu do improviso, mas da fusão de tradições culinárias.
Os restaurantes do século XIX
Outro ponto importante: a feijoada moderna surgiu nos restaurantes do Rio de Janeiro, no século XIX. Era servida em casas frequentadas por trabalhadores livres e classes médias urbanas.
Esses estabelecimentos usavam o prato como atração principal, sempre acompanhado de arroz, couve, laranja e farofa. Aos poucos, ele virou sinônimo de comida de confraternização, perfeita para reunir amigos e família.
Por isso, é correto dizer que a feijoada que conhecemos hoje é uma invenção dos restaurantes.
Mais que comida: um símbolo brasileiro
Seja qual for a versão da história que você prefira, a verdade é uma só: a feijoada virou um símbolo do Brasil. Está presente em almoços de domingo, bares, casas de família e até restaurantes sofisticados.
Ela conta a nossa história, une pessoas e carrega tradição em cada garfada.
Inclusive achei um vídeo no YouTube que conta um pouco essa história.
Receita prática de feijoada
Agora que você já sabe a história, é hora de preparar a sua!
Ingredientes
- 500 g de feijão-preto
- 300 g de costelinha de porco
- 200 g de linguiça calabresa
- 200 g de paio
- 200 g de carne-seca dessalgada
- 1 cebola grande picada
- 4 dentes de alho picados
- 2 folhas de louro
- Sal e pimenta a gosto
- Cheiro-verde para finalizar
Modo de preparo
- Deixe o feijão de molho por 8 horas.
- Cozinhe o feijão em água limpa com o louro até ficar macio.
- Em outra panela, frite o alho e a cebola. Junte as carnes e refogue bem.
- Acrescente o feijão cozido e misture. Ajuste o sal e a pimenta.
- Cozinhe em fogo baixo até encorpar. Finalize com cheiro-verde.
Sirva com arroz branco, couve refogada, farofa e rodelas de laranja.
Conclusão
A feijoada não nasceu da senzala, mas dos encontros entre culturas, adaptada e popularizada nos restaurantes. E foi justamente assim que ela se transformou em um prato que representa o Brasil inteiro.
Então, que tal preparar a sua e continuar essa história à mesa?
Então, se você curtiu conhecer a história da feijoada e uma receita, não deixe de acompanhar o blog e também de me seguir nas redes sociais: YouTube e Instagram.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre a História da Feijoada
A feijoada foi criada pelos escravos?
Não. O prato não veio das senzalas, mas da adaptação de cozidos portugueses com feijão-preto.
Onde nasceu a feijoada atual?
Nos restaurantes do Rio de Janeiro, no século XIX, servida com arroz, farofa e laranja.
Por que usamos feijão-preto?
Porque era o grão mais comum no Brasil e combinou bem com as carnes.
Quais carnes entram na feijoada?
Costelinha, linguiça, paio, carne-seca e cortes de porco como pé, rabo e orelha.
A feijoada é só do Brasil?
Sim. A receita com feijão-preto e acompanhamentos é uma criação brasileira.